Pastor e escritor Markus Eberhart dá dicas sobre como publicar um livro evangélico

“A Editora Oxigênio é uma fábrica de vida e sonhos”, afirma Markus Eberhart

Pastores têm enriquecido de forma considerável o acervo de livros disponíveis para o público cristão. Títulos que tratam de espiritualidade, estudos bíblicos e vida cristã são os mais populares. O pastor Markus Eberhart já está no ramo da escrita há cinco anos. Entre seus livros se destacam temas voltados à liderança, vida cristã e teologia.

Com cerca de 15 títulos já publicados, Eberhart fala um pouco sobre o que é ser um pastor escritor, os desafios, os perigos em se publicar um livro voltado ao público cristão e também sua relação com a Editora Oxigênio. Leia abaixo:

 

EO: Qual a importância, atualmente, em escrever livros voltados ao público cristão?

Markus Eberhart: Um livro pode ser uma excelente ferramenta de formação de opinião e de fixação de conteúdos ou ideias. Como tal, entendo como um grande desafio escrever para cristãos, pois posso contribuir para o seu crescimento e aperfeiçoamento. Existe certo analfabetismo entre os cristãos, pois são fruto de uma geração que não aprendeu a ler. Outra dificuldade é a celularização ou a internetização do ser humano, o qual tem dificuldades com a leitura de impressos. Os desafios são vários. Amo escrever, não importa para qual público.

 

EO: qual a diferença entre pregar e escrever? Há diferença no público alcançado se tratando de questões evangélicas?

Markus Eberhart: As diferenças são equidistantes. A pregação é anúncio querigmático, em tom coloquial e, muitas vezes, em tom dialogal. A escrita requer dedicação, pois jamais um autor pode escrever como se estivesse falando. Isso seria depreciar a obra escrita. Sou terminantemente contra esses autores que pegam suas pregações e as editam em forma de livro. Um livro precisa ser algo bem trabalhado, elaborado, com um excelente assessoramento técnico. O público também é diferenciado. Quem lê, geralmente está buscando algo a mais em sua vida espiritual. Ele prima pelo conhecimento e pela informação. A pregação tem o objetivo de edificar a vida daqueles que são membros de uma determinada denominação. A literatura, em contrapartida, tem alcance além das fronteiras denominacionais ou eclesiais.

EO: há quanto tempo você se dedica a escrever e quantos livros já publicou? Fale um pouco sobre o conteúdo publicado.

Markus Eberhart: Eu escrevo há cinco anos. Comecei a escrever no ano de 2010, após ter sofrido um enfarto em Angola. Meu médico cardiologista sugeriu um arrefecimento em meu trabalho pastoral. Como sou uma pessoa muito ativa, comecei a escrever, estimulado e desafiado pelo Léo Kades. Ele acreditou no meu potencial, me incentivou e me deu todo o assessoramento possível para o lançamento da minha primeira obra em nível nacional. A literatura que escrevo é mais voltada para a edificação pessoal, com estudos aprofundados de temas e assuntos bíblicos. Primo pela formação de lideranças.

EO: Existem perigos em se escrever um livro cristão? Como, por exemplo, fugir às escrituras sagradas ou criar novas crenças? Quais cuidados que um pastor deve tomar?

Markus Eberhart: O perigo em escrever um livro de cunho cristão com conteúdo duvidoso é muito grande. Tenho lido verdadeiros exageros, sem qualquer base bíblica ou escriturísticas. Tenho algumas sugestões que poderão minimizar o surgimento de obras com desvios ou devaneios bíblicos. Antes de tudo, acredito que precisamos estabelecer uma diferença entre o que teológico e o que é escriturístico. Nem tudo o que é teológico é necessariamente bíblico. O critério é se o que está sendo escrito tem apoio escriturístico. Precisamos ser biblicistas. Em seguida, cada autor que tencione ser biblicista, necessita ser um exímio conhecedor das regras hermenêuticas universalmente aceitas e preconizadas. Para as regras ortográficas, o revisor textual é fundamental. Outra questão está relacionada à formação teológico acadêmica do autor. Muitos escritores não têm formação teológica para empreenderem um projeto redacional. Podem ser excelentes pregadores, mas não são bons escritores. A formação acadêmica é essencial para quem quer atuar de forma profícua e eficaz nessa área. Outro fator que é necessário levar em conta é que deveria haver um critério mais sólido por parte das editoras conquanto ao quadro de seus colaboradores. E editora não deveria tão somente primar pelos dividendos ou lucros auferidos com a publicação de uma obra, mas deveria estabelecer critérios rígidos na contratação de um autor. Isso não eliminaria os desvios teológicos, mas, certamente, diminuiria muito.

EO: Qual foi sua relação com a Editora Oxigênio? Os serviços oferecidos foram satisfatórios? Você pode citar algum ponto forte ou diferencial?

Markus Eberhart: A minha relação com a Editora Oxigênio tem sido muito boa. O profissionalismo é sua marca registrada. Só tenho elogios a tecer no que diz respeito a todo o processo gráfico-literário. Os contratos são respeitados e os prazos cumpridos rigorosamente. A editora é idônea. O diferencial fica por conta da relação quase que pessoal com os profissionais da área. Eles tratam o autor e sua obra como uma extensão de sua própria vida e de sua empresa. Eu digo que escrever um livro é quase como gerar uma vida, pois o seu alcance propiciará a criação de via espiritual onde suas páginas forem lidas ou estudadas. Assim, a editora não deixa de ser uma criadora e executora de sonhos. A Editora Oxigênio é uma fábrica de vida e de sonhos.

EO: De que forma você conheceu a editora?

Markus Eberhart: O meu relacionamento com o Léo Kades e sua editora começou há cinco anos. O Léo tem um caráter excepcional, muito responsável, ético e com visão de expansão. Ele é um idealista, com experiência no ramo de produção literária, muito bem assessorado por sua equipe. Eu o conheci por intermédio da indicação de alguém que viu um anúncio seu no qual ele pretendia investir em novos autores, depois que ele fez um trabalho de consultoria em um jornal da cidade de Lages. Fizemos contato telefônico e acertamos logo a publicação do meu material. Tem sido muito fácil trabalhar sob a supervisão do Kades. Ele é incentivador e muito criativo, sem ser cerceador. Creio que a forma mais eficiente de divulgação seja o contato pessoal. O Kades é um excelente difusor de marketing da empresa. Ele vive a editora oxigênio. Ele respira livros e exala conhecimento. Sua empolgação em falar de literatura é o que mais motiva um autor a continuar escrevendo. Muitas vezes pensei em abdicar da carreira de escritor, pois é muito difícil coaduná-la com o ministério pastoral. Para mim, o pastorado é prioridade. Assim, escrevo em horas de folga, como uma espécie de terapia. As madrugadas têm sido meu melhor tempo para escrever. O telefone não toca, as crianças estão dormindo e o Espírito Santo está sempre de plantão a me inspirar.

Markus Eberhart

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